
03/03/2011
Escolha da profissão em horário nobre

06/02/2011
Por onde andou?

A simples constatação de que alguém está conspirando contra mim convence a quem? Duvido que alguém mentalmente sadio acredite que a responsabilidade pelos seus constantes fracassos seja única e exclusivamente de terceiros. Deve haver um momento mágico em que esta pessoa se questiona e tenta perceber em si algo que a levou para este caminho. Mesmo num fugaz instante, deve ter algum nível de auto-avaliação!
Quem entrou na sua vida para atrapalhar a sua já desgastada relação com seu namorado, mãe, amiga, irmão? Que colega de trabalho puxou tantas vezes o teu tapete que te impediu prosperar? Que falta de sorte é esta que teima em atingir o mesmo lugar?
As perguntas, a meu ver, são outras: para onde você olhava quando achava que outro dirigia sua vida, levando-a para onde bem quisesse? Onde está você, sua vida, suas escolhas e omissões? Reconhece sua forma de enfrentar as dificuldades, de vitimar-se ou não, de falar ou calar, de agir, pensar...?
Onde foi parar aquele seu erro em não saber dialogar, em não colocar a mão na massa para enfrentar seus problemas, em temer qualquer novo desafio, em deixar a impulsividade sem controle, em não arriscar-se, em olhar pra si e para o mundo através do olho do outro?
Se existe uma insatisfatória repetição de algo, penso que seja necessário tentar saber mais a respeito do protagonista desta história onde o outro, o acaso, o destino ou a falta de sorte são meramente figurantes.
Aproveite qualquer insight e retome a consciência de que as decisões que norteiam sua vida são suas e intransferíveis. Mesmo que você opte por omitir-se, o que não aconselho, o rumo que a vida levará a partir daí é responsabilidade sua.
31/07/2010
Em cena a temida solidão!
As músicas do Zeca Baleiro sempre me encantaram muito! Gosto da sua sensibilidade para perceber o mundo e fazer disso uma poesia cantada. Uma música em especial andou chamando minha atenção: Telegrama. Nela o protagonista revela uma solidão dramática, novelesca, que imediatamente é interrompida por um telegrama de alguém declarando o seu amor. Não há promessas de voltar, nem nenhum tipo de explicação ou justificativa. A mensagem que o deixa em êxtase diz apenas que ele é amado! O divisor de águas é a indescritível sensação de pertencer ou estar vinculado a alguém, ou seja, de não estar só.Dar-se conta desta possibilidade e romper o pacto silencioso com o medo da solidão certamente não é fácil e nem imediatamente agradável. Frustrações e tristezas ficarão mais evidentes quando estiver só, em contato consigo mesmo. Ao mesmo tempo, estando só, será possível conhecer um pouco mais de si e aprender sobre os meios de desenvolver orgulho, admiração, segurança, prazer e felicidade, além de compreender que é impossível experimentar a sensação de completude.
Faz bem alimentar os vínculos saudáveis, mas eles só serão realmente saudáveis quando ficar entendido que a solidão é também uma condição da existência humana e que é através dela que duas pessoas se unem para dar e receber afetos, construindo um caminho com as pedras que cada um traz de sua vida. Sem uma certa dose de solidão, não há relação.